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Bolsonaro quer Cid sacrificado e Braga Netto blindado no plano golpista

Investigadores avaliam que Cid tem dificuldade em revelar o que sabe sobre Braga Netto, em razão da deferência ao ex-ministro.

Bolsonaro quer Cid sacrificado e Braga Netto blindado no plano golpista 1

Integrantes da Polícia Federal (PF) apontam que Jair Bolsonaro (PL) pretende jogar a responsabilidade toda sobre o plano golpista no colo de Mauro Cid, ex-braço-direito do ex- presidente.

Dessa maneira, ele quer reforçar que, se houve algo ilegal, o ex-presidente não tinha conhecimento.

Ao mesmo tempo, a PF avalia que Mauro Cid, ex-braço-direito de Jair Bolsonaro (PL), tem blindado o general da reserva Braga Netto.

Ele que é tratado pela corporação como peça central da trama golpista para manter o ex-presidente no poder. Como informa o Blog da Andréia Sadi, no g1.

Nesse sentido, aliados de Bolsonaro admitem que havia discussões sobre como agir contra o STF – eleito por Bolsonaro como inimigo já no início da gestão.

Ou seja, na ocasião, quando associou a Corte a hienas que perseguiam um leão, identificado como ele próprio. E que isso chegava ao então presidente, mas que nunca se cogitou matar ninguém.

Dessa forma, a ordem expressa é afastar Bolsonaro de qualquer plano de execução – e militares lembram que o ex-presidente “não carrega feridos”.

Sobretudo, Bolsonaro também não foi alvo da operação de terça (19) contra a tentativa de assassinato de Lula.

Um dos presos nela, entretanto – o general da reserva Mário Fernandes, que chegou a ser ministro interino de Bolsonaro – esteve na residência oficial da Presidência da República em 8 de dezembro e afirmou ter ouvido do então presidente que seria possível adotar “qualquer ação” mesmo após a diplomação de Lula, que ocorreria em 12 de dezembro.

“Durante a conversa que eu tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição, que isso pode, que qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro e tudo”, diz uma mensagem obtida pela PF.

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Braga Netto

Além disso, investigadores avaliam que Cid tem dificuldade em revelar o que sabe sobre Braga Netto, em razão da deferência ao ex-ministro, por conta da hierarquia militar.

Segundo a publicação, Braga Netto foi um dos nomes mais fortes do governo Bolsonaro – foi ministro da Defesa e ministro-chefe da Casa Civil e candidato a vice na chapa derrotada de 2022.

Conforme o inquérito, após a execução dos assassinatos, o plano dos golpistas era criar um gabinete de crise que teria no comando Braga Netto e Augusto Heleno, então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Assim, Braga Netto não foi alvo da operação de terça, mas é alvo do inquérito que investiga a tentativa de golpe.

Contudo, em março, ele foi alvo de buscas e teve o celular apreendido. Mensagens obtidas anteriormente pela PF mostraram o general da reserva xingando de cagão.

Ainda nas mensagens, ele culpa o então comandante do Exército, Freire Gomes, pela não adesão dos militares ao golpe para manter Bolsonaro no poder.

Leia mais no g1.

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