
Um policial penal foi preso em flagrante no último domingo (15) após ser acusado de abusar sexualmente de duas detenções na cadeia pública de Parauapebas , município localizado no sudeste do Pará. As denúncias foram feitas pelas próprias vítimas, que estão presas provisoriamente. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e acompanhado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) .
De acordo com as informações divulgadas, o crime aconteceu no alojamento do presídio, onde o policial penal atuava. A identidade do agente não foi divulgada pelas autoridades. Após ouvir os relatos e as evidências iniciais, o policial foi detido ainda no local.
Investigação e medidas
A Seccional de Parauapebas , da Polícia Civil, recebeu a investigação para apurar os detalhes e a veracidade das denúncias. A corregedoria da Seap também foi acionada para acompanhar o caso e avaliar as condutas do servidor envolvido. Em nota oficial, a secretaria reforçou que não compactua com desvios de conduta e destacou que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas para responsabilizar o acusado.
Como medida preventiva, o policial penal foi transferido, nesta segunda-feira (16), para uma unidade outra prisional localizada na região metropolitana de Belém , onde permanecerá detido enquanto as investigações avançam.
Silêncio da direção local
Até o momento, a direção da cadeia pública de Parauapebas não emitiu nenhum posicionamento oficial sobre o ocorrido. A ausência de manifestação levantou questionamentos sobre as medidas de fiscalização e controle no interior da unidade prisional.
Repercussão e protocolos
A Seap reafirmou seu compromisso com a transparência e a ética , ressaltando que atos ilícitos por servidores não serão tolerados. O órgão também garantiu que qualquer desvio de conduta será punido de forma exemplar, conforme determinado pela legislação.
Próximos passos
A investigação seguirá em sigilo para proteger as vítimas e preservar o andamento do processo. Laudos periciais, depoimentos e demais provas devem ser detalhados para concluir a responsabilidade do policial penal. Caso o crime seja comprovado, ele poderá responder judicialmente por abuso sexual , além de analisar avaliações administrativas que possam culminar em sua expulsão do serviço público .


