Desde que os primeiros casos de Covid-19 relacionados à variante Ômicron foram notificados, no fim de novembro, as grandes farmacêuticas buscam desvendar como a nova cepa interfere na proteção conferida pelas vacinas.
Ainda é cedo para bater o martelo sobre o funcionamento dos imunizantes frente a mais uma mutação do coronavírus, mas, por enquanto, se verificou queda na eficácia contra doença sintomática com duas doses. Porém, a proteção contra hospitalização e morte segue alta.
Ainda assim, a comunidade internacional pede cautela enquanto os estudos não são concluídos e revisados por cientistas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesse domingo (12/12), que a Ômicron está se espalhando mais rapidamente do que a variante Delta e as mutações presentes nela parecem fazer com que a nova cepa seja mais resistente às vacinas, segundo estudos preliminares.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirma que as vacinas atuais devem proteger contra doenças graves, hospitalizações e mortes causadas pela infecção com a nova variante. No entanto, é provável que ocorram casos em pessoas totalmente vacinadas. “O recente surgimento da Ômicron enfatiza ainda mais a importância da vacinação e do reforço”, informa a agência.
Até aqui, os testes laboratoriais foram feitos com o plasma sanguíneo de pessoas vacinadas, onde são encontrados os anticorpos, e avalia apenas a imunidade humoral. No entanto, especialistas lembram que a defesa imunológica também é composta pela resposta celular, desempenhada pelas células T, que atacam as partículas infectadas para evitar que o vírus se multiplique — esta é bem mais difícil de quantificar em pesquisas.





