Maringá (PR) – Uma criança de 9 anos identificada como Nicolas Rodrigues dos Santos, morreu vítima da covid-19, em Maringá, no norte do Paraná, alguns dias após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar a vacinação contra a doença para crianças de 5 a 11 anos.
O caso aconteceu na última segunda-feira (26), um dia após a autorização o Ministério da Saúde afirmou ser favorável à aplicação das doses nesse público.
O pai da criança, Jeferson Cristiano dos Santos pediu, logo após a morte do seu filho, que às autoridades tenham consciência e liberem o quanto antes a vacinação em crianças, o que poderia talvez, ter ajudado seu filho, pois a Anvisa fez a liberação no último dia 16 de dezembro.
“Assim que liberar a vacina, ter a consciência que tem que vacinar as crianças também, porque essa doença não está escolhendo cor, raça e nem idade, está levando tudo. Perdi meu filho de nove anos porque não sei onde pegou [a covid]. Não ficar em festas, evitar sair com as crianças porque não acabou [a pandemia]”, disse o pai de Nicolas, Jefersom Cristiano dos Santos.
O Ministério da Saúde informou que a previsão é de que a imunização nos menores comece em janeiro no Brasil, após consulta pública, que deve ser encerrada no próximo dia 5.
Em Maringá, no norte do Paraná, a expectativa é vacinar entre 25 e 30 mil crianças com a dose da Pfizer.
Segundo o pai, o menino apresentou dor de garganta como primeiro sintoma da covid, em 14 de dezembro. Ele morreu na segunda, no Hospital Universitário (HU) de Maringá.
Após a morte do filho, Jefersom quer saber se houve falha no diagnóstico logo no começo dos sintomas.
Conforme a diretoria do Hospital Regional Cristo Rei, onde a criança buscou os primeiros atendimentos, em Astorga, o teste da covid-19 não foi feito porque a criança não apresentava sinais da doença. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), do início da pandemia até segunda-feira, 36 mil crianças, de zero a nove anos, foram infectadas pela covid-19. Desse total, 37 delas morreram.
Como não houve melhora, dias depois Nicolas foi levado novamente ao mesmo hospital, onde ficou internado. O menino tinha talassemia, que é um tipo de anemia.



