À medida em que os meses passam e mais pessoas são vacinadas contra a Covid-19, os cientistas conseguem reunir novas informações para montar o quebra-cabeças sobre como se constrói a imunidade contra o coronavírus.
Estudos mostram que a quarta dose da vacina, ou segundo reforço, aumenta significativamente a proteção contra a doença em idosos ou pessoas com condições pré-existentes que atrapalham a resposta imunológica. No entanto, ainda não há evidências que apoiem a aplicação para toda a população.
No Brasil, o Ministério da Saúde indica o segundo reforço apenas para idosos e pessoas com 12 anos ou mais com condições ou doenças que comprometem o sistema imunológico, como, por exemplo, os transplantados, as pessoas que vivem com HIV, em tratamento para câncer ou que usam medicamentos imunossupressores.
Para essas pessoas, o reforço deve ser aplicado no intervalo de quatro meses após a terceira dose (primeiro reforço).“A proteção oferecida pela vacina diminui com o tempo e, a partir do momento que temos outras variantes – como é o caso da Ômicron – precisamos recuperar essa proteção. Isso se faz por meio da segunda dose de reforço”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha.

Inicialmente, apenas a população de imunocomprometidos poderia receber a segunda dose de reforço contra a Covid-19 no Brasil Reprodução/Agência Brasil

Em dezembro de 2021, Israel tornou-se o primeiro país a anunciar a aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19 no mundo. Segundo o governo, o reforço ajudaria a nação a superar uma potencial onda de infecções pela variante ÔmicronAgência Brasil


No início de 2022, o país começou a oferecer a quarta dose da vacina Pfizer/BioNtech para pessoas com mais de 60 anos e profissionais da saúde Agência Brasil


Segundo estudo realizado em Israel, a quarta injeção em pessoas com mais de 60 anos as tornou três vezes mais resistentes ao coronavírus Agência Brasil


O Chile e a Turquia também iniciaram a aplicação da segunda dose de reforço na população acima dos 60 anosAgência Brasil


Os ministros da Saúde da União Europeia foram orientados, em janeiro deste ano, a se prepararem para distribuir a quarta dose do imunizante assim que os dados mostrarem que ela é necessária Agência Brasil


No Brasil, nota técnica do Ministério da Saúde, emitida em dezembro de 2021, recomendou que, a partir de quatro meses, a dose fosse aplicada em todos os indivíduos imunocomprometidos, acima de 18 anos de idade, que receberam três doses no esquema primárioAgência Brasil


O órgão também chegou a cogitar, em janeiro, a possibilidade de aplicar o imunizante em profissionais de saúde e idosos de todos os estados brasileiros, porém, desistiuAgência Brasil


Em Volta Redonda (RJ) e Botucatu (SP), as prefeituras ampliaram a quarta dose para idosos acima dos 70 anos, pois todos os óbitos registrados nas cidades ocorreram nessa faixa etária Agência Brasil


O governo de São Paulo anunciou, em fevereiro, que avalia aplicar a segunda dose de reforço na população em geral, depois que finalizar a imunização das pessoas elegíveis para receber a terceira doseAgência Brasil


Em discussão no governo federal, uma nota técnica do Ministério da Saúde explicou que, no momento, ainda não é possível recomendar a quarta dose por falta de dados. A pasta argumenta que ainda é necessário analisar informações sobre hospitalizações e a relação com a população vacinadaAgência Brasil


O ministro Marcelo Queiroga não descartou totalmente a aplicação. “Na prática, seria a dose de 2022. Nós temos doses para garantir todas as aplicações necessárias, recomendadas pelos técnicos e que estejam disponíveis para a população brasileira”, afirmouAgência Brasil




