Um dia depois de demitir o general Joaquim Silva e Luna do comando da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizou a troca. Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta terça-feira (29/3), o mandatário disse: “É coisa de rotina, sem problema nenhum”. A conversa foi registrada por um canal no YouTube simpático a Bolsonaro.Est
a foi a primeira manifestação pública do presidente após a decisão. Bolsonaro escalou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para informar oficialmente a Silva e Luna que ele não continuará no cargo.
O presidente da petrolífera deve continuar no posto até 13 de abril, quando está marcada a próxima assembleia geral dos acionistas da estatal.No lugar de Silva e Luna, o governo indicou o economista Adriano José Pires Rodrigues, especialista do setor de óleo e gás. Atualmente, ele é diretor-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), onde coordena os projetos e estudos para a indústria de gás natural, a política nacional de combustíveis, e o mercado de derivados de petróleo e gás natural.
Mesmo já “demitido”, o general Silva e Luna viajou para Brasília, no início da noite de segunda-feira (28/3), para participar de um evento do Superior Tribunal Militar (STM) na manhã desta terça, ao lado de ministros do governo.
O general discursará no seminário “O Brasil em Transformação”, promovido pelo STF e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum).

Presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e LunaJefferson Rudy/Agência Senado

General Joaquim Silva e Luna, ex-presidente da PetrobrasFilipe Cardoso/Especial para o Metrópoles


O economista Adriano José Pires Rodrigues foi o nome indicado para substituir Silva e LunaLuís Macedo/Câmara dos Deputados




