O governo federal aprovou, via Lei Rouanet, ao menos R$ 29,4 milhões, nos últimos quatro anos, a projetos de empresas ligadas a pessoas que estariam inabilitadas, revela auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU).
O Metrópoles apurou que, desse total, cerca de R$ 4,29 milhões já foram pagos.
Os projetos foram aprovados entre agosto de 2018 (fim do governo Temer) e janeiro de 2021. O maior período no qual foram constatadas potenciais irregularidades, portanto, abrange a gestão do ex-secretário especial de Cultura Mario Frias e do ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula, que se vangloriam na internet de supostamente terem acabado com a “mamata” e irregularidades no setor artístico.
A auditoria da CGU aponta falhas em “todas as áreas e fases” da gestão do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), nome oficial da Lei Rouanet.
Além de erros na aprovação de projetos, a Secretaria Especial de Cultura, hoje vinculada ao Ministério do Turismo, tem sido ineficiente no processo de recuperação de recursos irregularmente aplicados, avalia a controladoria.

Mario Luís Frias é ator e apresentador de televisão filiado ao Partido Liberal (PL). Natural do Rio de Janeiro, voltou a conquistar holofotes após assumir a Secretaria Especial da Cultura, em 2020, e protagonizar diversas polêmicas desde entãoInstagram/ Reprodução

Apesar de ter ocupado cargo na Esplanada dos Ministérios, Frias iniciou a carreira no ramo artístico, mais especificamente em Malhação, em 1999, na Rede GloboInstagram/Reprodução


Depois de anos, migrou para a Band, onde participou da segunda temporada da novela Floribella. Apresentou os programas O Último Passageiro e o Super Bull Brasil, na Rede TV. Estrelou novelas na Record TV e, em 2019, retornou à Globo interpretando Guilherme, em Verão 90 grausIsac Nóbrega/PR


Frias é pai de Miguel, fruto do relacionamento com a atriz Nivea Stelmann, e de Laura, fruto da relação com a atual esposa Juliana CamattiReprodução/ Instagram


Deixando a carreira de ator de lado, Mario Frias foi nomeado pelo presidente Bolsonaro, em junho de 2020, para o comando da Secretaria Especial da Cultura, órgão vinculado ao Ministério do TurismoReprodução


Desde quando assumiu o cargo no governo Bolsonaro, Frias coleciona polêmicas e entra em brigas com famosos como Marcelo Adnet, Ivete Sangalo e Antonia Fontenelle Rafaela Felicciano/Metrópoles


A confusão com Antonia Fontenelle, inclusive, deu o que falar. Tudo começou depois de ela afirmar que recebeu proposta em dinheiro para não falar mal de Frias. Ele, por sua vez, nega as acusações e aproveitou para atacar a youtuber nas redes. Em live, o ator chamou a mulher de “cacatua” e disse que ela “não vale um real”. Antonia o processouIgo Estrela/Metrópoles


Fora as confusões pessoais, denúncias de desperdício de dinheiro público em viagem ao exterior e suspeitas de nepotismo assombram a gestão do ator Mario Frias na Secretaria Especial de CulturaRoberto Castro/ Mtur


Além disso, a falta de ações na área da cultura e retornos do secretário motivaram série de críticas à gestão de Frias. Em março de 2022, o ator resolveu deixar o cargo no governo. O motivo, no entanto, não foram as oposições, mas sim a vontade dele em disputar as eleições de outubroIgo Estrela/Metrópoles



Agora, filiado ao Partido Liberal (PL), Frias pretende concorrer a uma vaga de deputado federal por São PauloMarcos Corrêa/PR



