SUBTÍTULO: Durante audiência pública, Marcelo defendeu a mobilização da sociedade na preservação da real função dos parques

Durante audiência pública, realizada na manhã desta segunda-feira (02), no plenário da Câmara Municipal de Manaus, o vereador Marcelo Serafim (PSB), defendeu a autonomia das áreas dos parques municipais da cidade de Manaus em serem ocupadas apenas por equipamentos destinados ao lazer e ao esporte.
“Eu queria aqui, deixar de forma muita clara, a minha condição que é contrária a construção de qualquer equipamento público que desvincule o que é o Parque Ponte dos Bilhares, o que é o Parque Lagoa do Japiim”, enfatizou Marcelo.
O vereador é contrário a ocupação dos parques da cidade por instituições públicas. Na opinião de Marcelo Serafim, tal situação, desvirtua a verdadeira utilização do parque público.
“Parabenizar a iniciativa e a importância dessa discussão. O parque Ponte dos Bilhares, assim o parque Lagoa do Japiim, foram construídos pelo ex-prefeito Serafim Corrêa. São áreas, que efetivamente devem servir ao lazer, ao esporte, a coisas que envolvam a sociedade, efetivamente a cultura e ao esporte, entre outras coisas. Colocar instituições públicas dentro destes espaços, nos parece não ser a decisão mais adequada. O parque Lagoa do Japiim, por exemplo, tem um Cras lá dentro e tem a Guarda Civil Metropolitana. O parque Ponte dos Bilhares agora, tem a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Isso daí vai desvirtuando a real intenção, na época, do então prefeito Serafim Corrêa, em fazer o parque”, destacou o parlamentar.
Marcelo citou como exemplo, o Mirante Lúcia Almeida, inaugurado a pouco tempo pela gestão pública municipal.
“O prefeito construiu de forma brilhante o Mirante Lúcia Almeida. Imagine botar um PAC no último andar do mirante Lúcia Almeida, pra obrigar andar por todos os andares do mirante. Você iria acabar com o mirante, você iria desvirtuar o mirante, e construir a Secretaria de Meio Ambiente ali dentro (Parque dos Bilhares) é algo que eu acho que não é recomendável”, disse.
Marcelo fez um chamamento para que toda a sociedade se envolvam e contribua com a questão.
“Hoje, se você quiser comprar uma terreno do tamanho do parque dos Bilhares, ali naquela região da Constantino Nery e Djalma Batista, primeiro que não tem, só teria àquele terreno da Coca-Cola, mas com certeza um terreno ali naquela região gira em torno de 3 a 4 mil reais o metro quadrado. Hoje em dia, o município de Manaus não teria nem condições de comprar um terreno como aquele dentro daquela área parapoder fazer o parque para a população. Então, eu entendo, que a Secretaria de Meio Ambiente, e outras secretarias, teria outros inúmeros espaços para serem colocadas e alocadas, e que não é o mais recomendável que ela seja colocada ali dentro do parque Ponte dos Bilhares. Agora, se faz necessário uma mobilização de todos. Infelizmente, a gente precisava ter essa plenária aqui lotada. Na hora que a gente tem uma plenária esvaziada, a gente mostra que a sociedade, infelizmente, não está efetivamente mobilizada para poder brecar, uma situação como essa. Então, há um equívoco da sociedade que, muitas vezes, se silencia e se cala, em um momento que ela tem que falar e se expressar, ela precisa se mobilizar, mas infelizmente, a gente não vê essa mobilização”, concluiu Marcelo Serafim.
Texto/Foto: Assessoria de Comunicação do vereador


