Cientistas usaram nanopartículas de ouro para estimular as células cerebrais e restaurar parte dos neurônios danificados pelo Parkinson

Pesquisadores do Centro Nacional de Nanociência e Tecnologia da China (NCNST) desenvolveram um método inovador que conseguiu reverter danos causados pela doença de Parkinson em camundongos.
Utilizando nanopartículas de ouro, o estudo mostrou que é possível estimular as células cerebrais produtoras de dopamina e restaurar parte dos neurônios danificados pela doença.
A dopamina é um neurotransmissor crucial para o controle dos movimentos do corpo. Em pacientes com Parkinson, os neurônios responsáveis por sua produção são prejudicados pelo acúmulo de uma proteína chamada alfa-sinucleína, que forma aglomerados insolúveis, conhecidos como fibrilas, e compromete gradualmente a função motora.
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No centro da pesquisa está um nanosistema feito de partículas de ouro extremamente pequenas, com cerca de 160 nanômetros, revestidas com anticorpos e compostos químicos peptídicos.
O sistema foi projetado para desempenhar duas funções: aumentar os níveis de dopamina no cérebro e quebrar os depósitos de alfa-sinucleína que obstruem os neurônios.
Após a entrega dessas nanopartículas no cérebro, elas se conectam aos neurônios-alvo com a ajuda dos anticorpos e são ativadas por luz quase infravermelha, emitida de fora do crânio. A luz é convertida em calor pelas partículas, o que desencadeia o reparo das células e a liberação de peptídeos que ajudam a eliminar as fibrilas de proteína.


