A oferta de vacinas contra a Covid-19 foi essencial para reduzir o número de casos graves e mortes pela doença no Brasil. No entanto, o surgimento de novas variantes capazes de driblar parte da imunidade conferida pelos imunizantes, mostrou também a necessidade de tratamentos direcionados a combater a infecção do coronavírus.
Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha aprovado alguns medicamentos para lidar com a doença, eles ainda não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para uso — dois deles estão atualmente em fase de incorporação pelo Ministério da Saúde: o baricitinibe, da Lilly, e o Paxlovid, da Pfizer.
A incorporação dos remédios foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), do Ministério da Saúde, em 1º de abril e 6 de maio de 2022, respectivamente.
Em nota, o Ministério da Saúde explica que os medicamentos estão em processo de compra e que o prazo para que os remédios sejam ofertados no SUS é de até 180 dias. Como o barictinibe já foi aprovado para tratar outras doenças, os estados que o tiverem em estoque podem utilizá-lo contra a Covid-19.
Os outros medicamentos aprovados pela Anvisa, como o rendesivir, molnupiravir e sotrovimabe, por exemplo, estão disponíveis apenas na rede privada.

O Ministério da Saúde anunciou a redução do intervalo de tempo para aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19. O reforço agora pode ser tomado quatro meses após a segunda doseRafaela Felicciano/Metrópoles

A decisão, implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente de grupo etário ou profissãoAline Massuca/ Metropoles


Alguns estados, no entanto, reduziram ainda mais o intervalo de uma dose da vacina contra a Covid-19 para outra, como é o caso de São Paulo Fábio Vieira/Metrópoles


Quem tomou a vacina da Janssen, inicialmente de dose única, deverá tomar a segunda dose com dois meses de intervalo. Cinco meses depois, o indivíduo poderá tomar o reforçoRafaela Felicciano/Metrópoles


Mulheres que tomaram a Janssen e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas deverão utilizar como dose de reforço o imunizante da PfizerGustavo Alcantara / Metropoles


A decisão de ampliar a oferta da dose de reforço foi tomada com base em estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de OxfordIgo Estrela/Metrópoles


As pesquisas informaram a necessidade de uma dose de reforço após as primeiras vacinações contra a Covid-19, incluindo para quem tomou a JanssenRafaela Felicciano/Metrópoles


Devido à variante Ômicron, órgãos de Saúde de diversos países alertam sobre importância da aplicação de doses de reforço para conter a propagação do vírus e o surgimento de novas cepasAndriy Onufriyenko/ Getty Images


Agora, o Ministério da Saúde planeja concluir, até maio de 2022, a aplicação da dose de reforço para o público-alvo em todo o paísRafaela Felicciano/Metrópoles




