O que é percebido e sentido pelo consumidor agora é registrado em amplo estudo da Perspectiva.

Um estudo recente da empresa Perspectiva revelou que praticamente a totalidade dos postos de combustíveis de Manaus operam com preços idênticos. Portanto, uma ação de mercado que sugere fortemente a formação de cartel, uma prática que é visível em Manaus, mas que nunca mereceu medida eficaz por parte do poder público e dos órgãos de defesa do consumidor.
Conforme o estudo divulgado pelo empresário Durango Duarte no dia 1º de março (sábado), foram pesquisados 245 postos de cinco grandes bandeiras, que representam 95% do total de postos, e seis pequenas bandeiras, com 12.
Como resultado, em praticamente toda a cidade, os preços da gasolina se mostram padronizados em R$ 7,29. Nem mesmo variação mínima de centavos foi observada pelos pesquisadores.
O último aumento da gasolina na capital foi no dia 9 de fevereiro deste ano, de R$ 6,99 para R$ 7,29, de R$ 0,30 ou cerca de 4,3%.
Responsável pelo refino e venda dos combustíveis às distribuidoras, a Refinaria da Amazônia (Ream), a antiga Refinaria de Manaus antes de ser privatizada, não interfere nos preços praticados pelas empresas. Nem mesmo quando faz redução de preços às distribuidoras.
Por exemplo, entre dezembro de 2024 e fevereiro deste ano, a Ream concedeu aproximadamente R$ 0,24 de redução no preço por litro, ou seja, 6,14% menos na venda às empresas.
Contudo, esse benefício não chega ao consumidor.


