A vereadora de Manaus Thaysa Lippy (PP) fez uma indicação ao Executivo Municipal pedindo a viabilidade de instituir o “Projeto Casas Populares Flutuantes” em Manaus, diante dos constantes problemas ocasionados pelas enchentes, que acontecem anualmente na capital.
O arquiteto José Sobral, preocupado com a situação das cheias na cidade, elaborou o projeto de casas populares flutuantes, que consiste na construção de moradias em balsas. Segundo a vereadora, é uma ideia viável e que merece atenção por parte do poder público municipal.
“Quando a água avança para a cidade, moradores de áreas próximas aos igarapés ficam em situação de extrema vulnerabilidade e isso precisa ser discutido. O alagamento significa vulnerabilidade, perda de bens e doenças”, frisa.
De acordo com a vereadora, uma das propostas na indicação ao Executivo é que a prefeitura possa também criar um mecanismo que incentive as empresas a fazerem a doação das balsas, de forma a gerar a economia, além de um rígido controle ambiental.
Essas moradias na capital são resultado de um crescimento desordenado. No apogeu da borracha, tendo seu auge em 1912, Manaus expandiu rapidamente, recebendo milhares de imigrantes num curto período de tempo. Nessa corrida, as pessoas mais marginalizadas montaram suas casas aterrando os igarapés e construindo por cima, colocando barro e qualquer medida que fosse rápida.
Thaysa considera que a opção das casas flutuantes são iniciativas essenciais para minimizar os problemas, porém, outros mecanismos poderão ser associados ao projeto como construção de sistemas eficientes de drenagem; desocupação de áreas de risco; criação de reservas florestais nas margens dos rios; diminuição dos índices de poluição e geração de lixo; planejamento urbano mais consistente.
Na indicação, também consta que das 10 maiores enchentes ocorridas na capital, sete delas foram nos últimos 13 anos, o que corrobora a ideia de que os intervalos estão cada vez mais curtos e a periodicidade mais frequente.
A Bacia Amazônica possui o seu ciclo natural: de junho a novembro a água desce, ocorrendo a chamada “vazante” e de dezembro a maio a água sobe, realizando a “cheia”. De tempos em tempos ocorre uma cheia histórica, quando a água atinge uma altura como nunca antes.


