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Brasileira de 17 anos disputa “Oscar da Ciência” nos EUA com vídeo sobre proteínas e precisa de curtidas para avançar

A competição premia jovens de 13 a 18 anos capazes de traduzir conceitos científicos complexos em vídeos curtos, criativos e pedagógicos.

Brasileira de 17 anos disputa “Oscar da Ciência” nos EUA com vídeo sobre proteínas e precisa de curtidas para avançar 1

Notícias do Brasil – A jovem brasileira Isabella Lelles, de 17 anos, está entre os 30 semifinalistas do Breakthrough Junior Challenge, competição internacional realizada nos Estados Unidos e conhecida mundialmente como o “Oscar da ciência”. Nascida em São Paulo e morando nos EUA há dois anos, a estudante concorre com um vídeo de dois minutos explicando o “paradoxo de Leventhal”, que descreve como proteínas conseguem se dobrar corretamente em segundos, mesmo havendo trilhões de combinações possíveis.

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A competição premia jovens de 13 a 18 anos capazes de traduzir conceitos científicos complexos em vídeos curtos, criativos e pedagógicos. Todos os anos, entre 2 e 3 mil estudantes de diversos países participam da disputa, avaliada por um comitê ligado a instituições como Google DeepMind e Khan Academy.
Prêmio milionário e apoio popular

O vencedor receberá US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão) em bolsa de estudos, além de US$ 100 mil destinados à escola onde estuda e US$ 50 mil para o professor que mais o inspirou.

Para avançar à fase final, Isabella depende do apoio do público:
seu vídeo precisa estar entre os mais curtidos nas páginas oficiais do Breakthrough no YouTube e Facebook. Os 15 finalistas serão anunciados em 10 de dezembro.

“Nunca houve um ganhador brasileiro em 10 anos de competição. Podemos levar o Brasil para esse lugar”, disse Isabella em entrevista ao site Itatiaia.
Ciência explicada na cozinha

Para explicar como proteínas se dobram, Isabella usou uma metáfora culinária: comparou moléculas biológicas a bolos que precisam ser montados corretamente. Ela também destacou a função das “chaperone proteins”, proteínas que supervisionam e corrigem o processo de dobramento.

A estudante ainda mencionou o avanço revolucionário da IA AlphaFold, capaz de prever como proteínas se estruturam — trabalho que rendeu o Prêmio Nobel de Química de 2024 aos cientistas David Baker, Demis Hassabis e John M. Jumper.

“Como eu não sou muito boa cozinheira, fui para a confeitaria”, brincou Isabella em suas redes sociais.
De olho em Harvard

Atualmente, Isabella cursa matérias avançadas como matemática, micro e macroeconomia, estatística e física. Caso vença o prêmio, planeja usar a bolsa para realizar o sonho que carrega desde os sete anos: estudar em Harvard.
O vídeo publicado com legendas pode ser assistido no site da Itatiaia.

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