
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou nesta quinta-feira (28) uma notícia de fato na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Nikolas Ferreira (PL-MG), sob alegação de que o parlamentar tenha ajudado a enfraquecer o combate ao crime organizado ao divulgar informações falsas sobre o pix.
Com isso, a PGR decidirá se encaminha a abertura de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a representação, Nikolas publicou em janeiro um vídeo onde afirma que o governo monitoraria indiscriminadamente operações financeiras e criaria uma taxação sobre transações digitais, alegações desmentidas pela Receita Federal, Banco Central e Ministério da Fazenda.
O conteúdo viralizou e, de acordo com a denúncia, gerou aumento de saques em espécie e queda no uso de plataformas digitais, abrindo brechas exploradas pelo crime organizado.
A peça relaciona a desinformação à Operação Carbono Oculto, que revelou esquemas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis ligados à facção.
Segundo Correia, a atuação do deputado criou um ambiente favorável à economia paralela.
O pedido à PGR cita quatro possíveis crimes: divulgação de informações falsas sobre instituições financeiras, favorecimento indireto à lavagem de dinheiro, obstrução de investigações sobre organizações criminosas e associação ao tráfico, caso se comprove vínculo com recursos ilícitos do PCC.
A denúncia também pede apuração sobre eventual financiamento e impulsionamento do vídeo, incluindo uso de bots e compra de tráfego pago.
Se aceita, a investigação poderá levar à quebra de sigilos de Nikolas e de possíveis financiadores.
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